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Para Sempre TóTó

TóTó é o nome carinhoso que ele me dá. Ar calmo e sereno versus um turbilhão interior. Serei eu assim, Para Sempre.

Para Sempre TóTó

TóTó é o nome carinhoso que ele me dá. Ar calmo e sereno versus um turbilhão interior. Serei eu assim, Para Sempre.

Prontas para falar de sexo?

19.08.19, a tótó

Tinha em mente falar sobre um documentário que deu na semana passada no canal Odisseias. Foi o j. que descobriu, pois como bom homem que é, anda sempre a par destes "eventos". E foi muito interessante ver e aprender e tirar novamente a conclusão de que nós mulheres temos muito poder, que sempre o tivemos, mas o cristianismo e a  sociedade no geral veio colocar a mulher numa posição submissa, como que só fosse necessária para procriar, para garantir descendência. 

O que não deixa de ser irónico, pois a Eva, em todo o seu esplendor provocou e pôs à prova o Adão, o qual não resistiu e comeu a maçã. E claro, quem foi o culpado da história? A mulher! Tendo como castigo, até aos dias de hoje, ser considerada inferior ao homem, só porque o homem foi fraquinho, não é? Tipo vingança...

 

Eu fui educada assim, submissa, sexo é coisa feia para as meninas, quando fui apanhada ao colo de um vizinho era eu uma miudazeca da primária, os meus pais iam-me matando...não fizemos coisas bonitas para aquela idade mas estávamos nas descobertas. Eu claro era mais timida,  e quando cheguei à adolescência e sentia a pardala aos saltos a ver coisas mais elaboradas que passavam na televisão, achava que aquilo era culpa do meu vizinho. Santa inocência. Criei crenças em volta do sexo por causa do ambiente familiar em que vivia e claro está, da educação e do que a sociedade os ensinou. Eles só estavam a transmitir o bem na perpectiva deles, não os culpo, mas tudo isso levou-me a ter medo do beijo, do sexo, vocês sabem lá o tempo que demorei a ter coragem para fazer o meu primeiro fellacio

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Mas o que me leva hoje a falar deste tema é a junção do documentário que vi e o que a desarrumada sofreu, à conta do seu à vontade para falar de sexo e das suas experiências. Ou pela Mia, ter sido censurada por ter colocado uma foto de uma mulher a mostrar os mamilos. Ou por todas as mães que amamentam em público e são criticadas. Não dá para perceber. Nos filmes banais mostram sempre as mamas das mulheres mas o pirilau do homem é mais raro, porquê? Então agora já se pode mostrar as mamas? 

 

Se eu acho que devemos falar sobre sexo? Devemos. Se tenho vontade de escrever sobre isso? Tenho, às vezes gostava de saber das vossas experiências para tirar certas dúvidas minhas e no geral. Mas se tenho receio, tenho. Principalmente, por ter que ler e quiçá responder a comentários como os que a desarrumada teve que se confrontar. Eu não quero ser insultada, sentir-me abusada, quando o sexo é mais do que pimbas pimbas e já está feito por hoje!

 

Fomos ensinadas para ser bem comportadas, logo não vamos falar de sexo para as outras pessoas, essas coisas ficam no quarto. (No quarto também faz parte do bom comportamento, não se faz em mais lado nenhum...) Cabe a cada uma decidir isso, mas se há quem decida abrir o jogo, porque não participar, dar o testemunho, tirar dúvidas, aprender com mais mulheres e não achá-las umas doidas, perversas e umas p*tas.

Não fazemos todas? Não gostamos? E se não gostamos é porquê? Falta de estímulo? Crenças? Não quero sequer falar em traumas...mas também há, muitos, infelizmente...

Em relação à perpectiva dos homens, a minha opinião não é muito diferente. Como fomos habituadas a ser bem comportadas e a criar uma familia, talvez os homens, por não terem uma mulher sem pudores em casa e que lhe satisfaçam fantasias, ou façam determinadas coisas em conjunto, veêm as mulheres que falam de sexo como se fossem umas p*tas e então saltam-lhes em cima, em jeito de violação verbal. Mas Ladys, nós sabemos que nem sempre os homens têm a culpa toda...

 

Eu gosto de sexo. Admito que não sou uma louca na cama como dizia o marco paulo. Há dias que são super estimulantes e vibro imenso ao ponto de ficar dormente. Há outros que não estou para aí virada. Umas vezes deixo-me enrolar. Outras sou sincera e não quero mesmo. O j., como qualquer homem, acho, era a toda a hora e sei que fica triste quando lhe dou uma nega. 

 

Nós mulheres, temos muito mais a comandar-nos, para eles basta um cabide em pé.

E é disso que o documentário quer falar-nos. Lá porque eles estão sempre prontos, não quer dizer que as mulheres tenham menor desejo sexual. Chama-se "Será que as mulheres têm maior desejo sexual". Não sei se vai repetir no canal odisseias ou se há outra forma de ver, mas acho que deviamos todas interessar-nos cada vez mais por estes assuntos de mulheres.

 

 

Obrigada Desarrumada por me fazeres arriscar. 

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