Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Para Sempre TóTó

TóTó é o nome carinhoso que ele me dá. Ar calmo e sereno versus um turbilhão interior. Serei eu assim, Para Sempre.

Para Sempre TóTó

TóTó é o nome carinhoso que ele me dá. Ar calmo e sereno versus um turbilhão interior. Serei eu assim, Para Sempre.

Olá Outono.

23.09.18, a tótó

Ultimamente só tenho mantido o desafio minimalista actualizado, não tenho escrito nada para além disso mas tenho muitas coisas para contar e que irei fazer individualmente. 

 

Setembro tem sido um mês preenchido, todos os fins de semana têm sido de rambóia, e o mais curioso é que realmente atraímos as coisas, quer sejam boas ou más.

 

Em Agosto tive um fim de semana péssimo, o J. andou meses a fazer horas extras e passávamos pouco tempo juntos e super trocados. Nesse fim de semana ficou livre e apesar de querer que ele descansasse também gostava de um programinha e a mente começou a criar filmes e séries e bonecos e entrei num estado ridículo de mau feitio e parvoíce. Para mostrar a infantilidade da situação nos dias seguintes percebi que ia ter o mês de Setembro com os fins de semana todos preenchidos e que com a faculdade a começar, ia ter muito que fazer, ia ter muitos programinhas. 

 

Não valeu de nada estar naquele estado de espírito de puro negativismo, porque havia algo mais para mim e que eu desejava e isso vai de encontro a uma história que li no livro O Monge que vendeu o seu Ferrari, de Robin Sharma..

 

O Pedro não conseguia viver no presente. Não aprendera a apreciar o processo da vida. Quando estava na escola, sonhava em ir lá para fora brincar. Quando estava a brincar, sonhava com as férias de verão. O Pedro passava os dias a sonhar acordado, sem tempo para saborear os momentos especiais que preenchiam a sua vida. Um dia de manhã, o Pedro estava a passear na floresta perto de sua casa. Como se sentia cansado, decidiu descansar numa clareira e acabou por adormecer. Passados uns minutos apenas, ouviu alguém chamá-lo. <<Pedro! Pedro!>>, gritava a voz estridente lá do alto. Quando abriu os olhos, apanhou um susto ao ver uma mulher de pé à sua frente. Ela devia ter mais de cem anos e os seus cabelos brancos como neve ultrapassavam, em comprimento, os ombros, como um cobertor de lã. Na mão enrugada, a mulher tinha uma bolinha mágica com um furo no meio, por onde passava um comprido fio dourado. 

Disse ela: <<Pedro, este é o fio da tua vida. Se puxares o fio um bocadinho, uma hora passará em segundos. Se puxares com força, vários dias passarão em minutos. E puxares com toda a força, meses, e até anos, passarão numa questão de dias>>. O Pedro ficou excitado com esta descoberta. <<Posso ficar com ele?>>, perguntou. A velhinha baixou-se e deu ao menino a bola com o fio mágico.

No dia seguinte, o Pedro começou a ficar irrequieto e entediado, durante as aulas. De repente, lembrou-se do seu brinquedo novo. Assim que puxou o fio um bocadinho, encontrou-se em casa, a brincar no jardim. Apercebendo-se do poder do fio mágico, o Pedro rapidamente cansou-se de ser um menino da escola e desejou ser adolescente, com todas as aventuras que essa fase da vida lhe traria. Portanto, pegou na bola e puxou o fio dourado com força.

De repente, ele era um adolescente, com uma namorada muito bonita chamada Eliza. Mas nem assim o Pedro estava satisfeito. Nunca aprendera a saborear o presente e a explorar as maravilhas de cada fase da vida. Em vez disso,sonhava ser adulto. Portanto, tornou a puxar o fio e passaram-se muitos anos num instantinho. Agora, ele transformara-se num adulto de meia idade. Eliza era a sua esposa e o Pedro estava rodeado de um bando de filhos. Mas o Pedro reparou noutra coisa. O seu cabelo, outrora preto retinto, começara a ficar grisalho. E a sua jovem mãe, que ele tanto adorava, tornara-se velhinha e frágil. Mas nem assim o Pedro conseguia viver no presente. Nunca aprendera a fazê-lo. Portanto, tornou a puxar o fio mágico e esperou que as mudanças ocorressem.

O Pedro viu-se na pele de um homem de noventa anos. Os seus cabelos pretos e grossos estavam brancos como a neve e a sua jovem mulher Eliza também envelhecera e morrera uns anos antes. Os seus queridos filhos tinham crescido e saído de casa, para viverem as suas próprias vidas. Pela primeira vez em toda a sua vida, o Pedro percebeu que não parara para aproveitar as maravilhas de viver. Nunca foi à pesca com os filhos, nem dera um passeio ao luar com Eliza. Nunca plantara um jardim, nem lera um daqueles livros maravilhosos que a sua mãe adorava ler, pelo contrário, passara pela vida a correr, sem nunca descansar para ver tudo o que havia de bom à sua volta.

O Pedro ficou muito triste com esta descoberta. Decidiu ir dar um passeio pela floresta, como costumava fazer em criança, para esclarecer as ideias e consolar o espirito. Ao entrar na floresta, reparou que os pequenos rebentos da sua infância se tinham transformado em imponentes carvalhos. A própria floresta amadurecera e tornara-se num paraíso natural. Deitou-se numa clareira e caiu num sono pesado. 

 

 

IMG_20180923_070322.jpg

 

 

 BOM DIA 

2 comentários

Comentar post