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Para Sempre TóTó

TóTó é o nome carinhoso que ele me dá. Ar calmo e sereno versus um turbilhão interior. Serei eu assim, Para Sempre.

Para Sempre TóTó

TóTó é o nome carinhoso que ele me dá. Ar calmo e sereno versus um turbilhão interior. Serei eu assim, Para Sempre.

Não é só a Amazónia, tem que ser o mundo inteiro!

26.08.19, a tótó

As queimadas sempre fizeram parte do processo agrícola, na amazónia e na minha aldeia. Há tanto tempo que oiço falar da amazónia, da extinção das espécies, da desflorestação...Mas vamos ser sinceros, vamos fazer o quê mesmo?

Nas redes sociais correm hastags e orações pela amazónia, mostram ser ativistas, a influenciar todos por um planeta melhor. E acho bem, quantos mais tiverem consciência e agirem, talvez não seja tarde demais. Mas se calhar quem põe hastags não recicla em casa, tomam duches de meia hora e as luzes de casa estão ligadas toda a noite sem necessidade. Deita-se comida fora porque já tem 2 dias dentro do frigorífico, compra-se roupa para o menino porque vai ficar um máximo, tal como aconteceu com os trezentos calções que tem em casa e compram-se tablets antes de saberem ler. E os meninos da idade deles, lá longe, trabalharam dias inteiros para lhe dar isso tudo. 

Nas redes sociais pela internet fora, vê-se à venda um sem número de produtos reutilizáveis e ecológicos, um belo negócio alternativo ao plástico. Mas sabemos de onde provêem esses produtos, que recursos são utilizados para os produzir?

Por exemplo, as fraldas ou os pensos higiénicos reutilizáveis. Poupamos no plástico e temos uma vantagem ambiental, produzindo menos lixo, mas também gastamos mais água e detergente, lixívias, na limpeza e desinfeção dos mesmos e mandamos tudo pelo cano abaixo. Não falo sequer do tempo e do stress que isso possa exigir para muitos, principalmente numa altura de privação de sono e mau feitio menstrual. Dantes, esses "panos" eram lavados no rio, nos lavadouros, eram bem esfregadas a sabão azul e branco e postos ao sol, a corar, pelas mulheres, que era isso que faziam, uma vida doméstica.

Hoje somos diferentes, moldaram-nos para um mundo diferente, um mundo fácil e rápido. 

Hoje, o facto de termos que andar com um saquinho para guardar os pensos e as fraldas reutilizáveis, é meio caminho andado para alguém um dia se lembrar de dizer que se trata de um problema de saúde pública. 

Enfim há sempre o reverso da medalha. 

E agora não se fala do papel? Portugal e as suas burocracias que exigem papéis e mais papéis, quando vivemos na era digital. Por exemplo, na faculdade, por que razão temos que entregar o mesmo trabalho em formato papel e em formato digital? Não bastava o digitial? Fiz algumas reclamações acerca disto.

 

Há um sem número de questões ambientais que já nas aulas de geografia do 7º ano (já lá vão uns 20 anos) eu ouvia. E eu preocupava-me mas não sabia bem o que fazer. Vivia no campo, não havia exageros em casa, ia de autocarro para a escola e andava a pé para ir para a catequese e para a missa, a uns 2 ou 3 km de casa. Andava de bicicleta, via TV e brincava no quintal. Escrevia muito e ouvia música. Mandava livros meus para os meninos de África. Achava que assim estava tudo bem.

Mas o mundo está cheio de questões por resolver. Animais em vias de extinção cuja função serve para manter o equilibrio do ecossistema. Os humanos precisam deles. Assim como os glaciares não deviam estar a derreter a olhos vistos. As espécies polares não sobrevivem. Os oceanos enchem-se de poluição e matam corais, algas e todas as espécies que também eles produzem o oxigénio que respiramos.

E enquanto não nos focarmos seriamente na proteção do planeta e quem tem conhecimento de causa for calado ou simplesmente não quer falar, a natureza continuará a funcionar o melhor que consegue.

Mas lembrem-se, se a cidade de S. Paulo não tivesse ficado às escuras às 3 da tarde, ainda hoje ninguém sabia que a amazónia estava a arder há duas semanas. 

 

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