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Para Sempre TóTó

TóTó é o nome carinhoso que ele me dá. Ar calmo e sereno versus um turbilhão interior. Serei eu assim, Para Sempre.

Para Sempre TóTó

TóTó é o nome carinhoso que ele me dá. Ar calmo e sereno versus um turbilhão interior. Serei eu assim, Para Sempre.

Confinamento, o que é isso?

14.01.21, a tótó

Até tenho receio de dizer isto mas enquanto sentir que tenho liberdade para escrever, cá vai.

 

Não acredito neste confinamento, compreendo que seja necessário pensar nele e construir medidas de forma a que ninguém perca a sua liberdade mas com tanta excepção vai haver sempre forma de contornar. Se temos tantos casos hoje por darem "abébias" nas festas, então não me parece que as coisas vão melhorar agora.

No meu caso, a única coisa que vou infringir é a questão do teletrabalho. Eu posso perfeitamente trabalhar a partir de casa, aliás fizemo-lo no ano passado quando tudo isto começou, mas para mim não correu bem porque ter um patrão ansioso, nervoso, falta-de-ar, que não consegue tolerar uma situação destas é insuportável. E portanto, deixei bem claro no escritório que, desta vez, de mim não saía uma palavra sobre este assunto. Julgo que devia ter uma declaração para justificar o meu trajeto, não a tenho por isso se me apanharem pelo caminho amanhã, a única justificação que posso dar é que vou trabalhar porque não consigo exercer as minhas funções a partir de casa, se não for suficiente, mando-los resolver com o chefe. Mas também julgo não ser possivel haver fiscalização para tantas empresas, GNR não são assim tantos e têm demasiadas funções acumuladas.

 

De resto, a minha vida será a mesma de sempre. Casa-trabalho, trabalho-casa, compras de supermercado ao fim de semana, no menor tempo possivel. Provavelmente uma caminhada à tarde enquanto houver sol e uma ida semanal ou de duas em duas semanas a casa dos meus pais, com máscara, sem beijos e abraços e com duração de menos de 4 horas. Não há passeios para lado nenhum, nem cinemas, nem teatro, nem concertos, nem livrarias. Não há encontros com amigos, familiares. Não costumo frequentar restaurantes, bares, cafés. Não vou à missa. Não vou ao ginásio. Não vou ao cabeleireiro há quase um ano mas continuo apresentável.

Enfim, dito assim até parece uma vida triste mas sei o que é passar pela ansiedade do "será que estou infetada" demasiadas vezes e não estou com vontade de apanhar ou de passar a alguém mais vulnerável e que as consequências sejam mais graves. Claro que, mesmo com os maiores cuidados, posso ser infetada e até nem dar por isso mas gosto de pensar que assim estou a ir pelo bom caminho. 

E em vez de ver isto como um problema, um empate na minha vida, vejo como uma forma de poupar dinheiro para quando os tempos melhorarem e poder usufruir de serviços que não pude usar neste momento (espero que passeios sejam um deles, que eu gosto de cu tremido), de poder utilizar o tempo livre com leituras, escrita e investir em mais aprendizagem e  também como uma forma de concentrar-me em mim própria porque a minha sanidade mental bem precisa, pois sabemos bem que ao sobrevivermos a uma pandemia, vamos viver tempos de crise económica e as pessoas, no geral, vão estar ainda mais stressadas, desconfiadas e vão ser ainda mais egoístas, individualistas.

 

Portanto vamos tentar ver isto com outros olhos e sermos respeitadores uns para os outros.

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(daqui)

 

 

 

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