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Para Sempre TóTó

TóTó é o nome carinhoso que ele me dá. Ar calmo e sereno versus um turbilhão interior. Serei eu assim, Para Sempre.

Para Sempre TóTó

TóTó é o nome carinhoso que ele me dá. Ar calmo e sereno versus um turbilhão interior. Serei eu assim, Para Sempre.

Ansiedade, dá-me liberdade!

25.04.19, a tótó

Têm sido meses exaustivos. Muito stress, muita pressão, muitas chatices, muitos aborrecimentos, noites mal dormidas e a cabeça sempre a mil "Tenho que fazer isto, fazer aquilo e ainda mais isto". Depois não consigo, estou demasiado cansada e desconcentrada para o fazer. E não faço. Fico desmotivada e entro num ciclo de auto sabotagem.

Resultado, voltei às crises de ansiedade e de pânico diárias. Um medo terrivel de sair de casa, faltei ao trabalho porque me sentia incapaz de passar mais um dia naquele sitio. Dormir era a melhor coisa a fazer mas mesmo assim o cérebro não parava, não descansava um minuto que fosse. Era um grito sem voz.

 

Viver esta pertubação mental não é nada fácil, estamos sempre num estado de alerta, com receio que nos aconteça algo, que de repente caimos para o lado e nada mais existe para nós. O nosso corpo fica tão tenso que até dói, a nossa cabeça fica confusa, a boca seca-nos e os dentes apertam-se uns contra os outros. O apetite desaparece, custa-nos por qualquer coisa na boca. Temos dificuldade em falar e não queremos estar com outras pessoas, cresce uma fobia em nós quando pensamos que vamos estar mais do que uma pessoa. 

 

Como não consegui combatê-la, voltei à medicação, e tento que o yoga, a meditação e a ocupação em actividades de que realmente gosto façam parte do meu dia.

 

Na Netflix há um documentário sobre uma menina que viveu intensamente esta pertubação, chegando mesmo à anorexia. Os pais não tendo conhecimento da doença não percebiam o que se passava mas foi salva pelo yoga, dedicou-se afincadamente e hoje é uma mulher bem sucedida e livre da ansiedade.

 

 

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Não quer dizer que temos que passar a fazer yoga, há muitas outras pessoas a passar pelo mesmo e procurar outras formas de se libertar. Essas pessoas têm um proposito. Têm vários objetivos que estipulam diariamente, mas vivendo sempre uma hora de cada vez.

 

Saber seleccionar o mais importante do menos importante é outro passo para não embrulharmos os neurónios. E é neste facto que me vou debruçar nos próximos tempos. Preciso de dar descanso a esta minha cabeça tótó. 

 

 

Bom feriado!

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