A luz de cada um.
Tic-Tac. Tic-Tac. Não sei o que se passa com os relógios de hoje em dia. Parece que acompanham os tempos de hoje, sempre com pressa, numa correria.
Olho para o relógio "Háá, já são estas horas??" Hoje é segunda, amanhã já é sábado. E andamos nisto todas as semanas. Faz-se muito e não parece nada.
E quando me apercebo disto, páro, num género de alerta laranja da meteorologia, por que a coisa já não está famosa e preciso de esclarecer as ideias. Tenho sido fria, distante, envolvo-me demasiado nos aborrecimentos dos outros, nas preocupações dos outros e esqueço que esses outros não têm mais importância do que eu, do que os meus. Para quê ficar para trás e tornar-me em algo que não quero ser.
Cresci numa aldeia muito pequena, com poucas pessoas, sendo as crianças um número bastante reduzido mas cresci com bons principios e valores e cresci saudável e feliz. E hoje já adulta, não consigo por de parte a humildade e a integridade que me foi incutida.
Não tem problema em sermos pequeninos quando a nossa luz interior incide naqueles que são maiores do que nós.

Texto inserido no Desafio da escrita.
Palavra do dia 17, 18, 19, 20: Relógio, laranja, aldeia, luz

