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Para Sempre TóTó

TóTó é o nome carinhoso que ele me dá. Ar calmo e sereno versus um turbilhão interior. Serei eu assim, Para Sempre.

Para Sempre TóTó

TóTó é o nome carinhoso que ele me dá. Ar calmo e sereno versus um turbilhão interior. Serei eu assim, Para Sempre.

A máscara é para estar na cara e não no chão!

23.11.20, a tótó

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Hoje ao entrar no elevador do prédio onde moro, deparei-me com esta máscara no chão. Já não é a primeira vez que vejo máscaras no chão na zona do prédio! Primeiro comecei a ver no exterior. Depois começou dentro do prédio, no elevador. Da primeira vez, e não há muito tempo, deixei passar, dá-se o benefício da dúvida, às vezes cai sem darmos por isso, já me aconteceu quando ainda não havia obrigatoriedade de utilização e quando voltei ao sítio onde supostamente devia ter caido, pu-la no lixo. 

Mas como parece que isto vai ser recorrente, já está um papelinho impresso com esta foto, que vou esparrachar na zona de elevadores como forma de aviso para as pessoas  com falta de civismo e de respeito pela vizinhança.

Lá porque vão sozinhas ou com a família dentro do elevador, não quer dizer que estejam à vontade para tirar a máscara. Não sei se há regulamentação para isto mas os condominios deviam ter isso em consideração, já que os inquilinos não a têm por iniciativa própria.

 

É agora que vou virar fit.

O destino comanda a vida.

21.11.20, a tótó

Hoje seria o dia estimado para a grande mudança na minha vida, na nossa vida. E o destino quis que as coisas acontecessem de outra forma e hoje compensou-me com algo diferente. 

Há quase 5 anos que troquei a casa dos pais na aldeia, por um apartamento para partilhar uma grande parte da vida com o j. É sempre uma grande excitação, um estado de felicidade mas também existe muita adaptação e tristeza em alguns aspetos. Mas mesmo que hajam momentos amargos e sombrios, é um processo muito bonito.

 

Mas viver num apartamento tem muitos aspetos negativos, principalmente quando as famílias melhores começam a partir e as famílias terríveis começam a chegar. Antes da pandemia chegar, vieram para o piso por cima do nosso, uma família terrível. Desde sacudir tapetes para cima da minha janela,por vezes aberta, a fazer barulho a qualquer hora do dia, inclusive de madrugada, com a cama a ranger por todo o lado, tem sido a loucura. As discussões são muitas e não querem saber se a miúda anda a arrastar coisas pelo chão ou a saltar que nem uma desalmada, ao ponto de me estremecer a loiça. 

Quantas vezes já me imaginei a bater-lhes à porta e dar-lhes com uma marreta no trambolho. Ou puxar os cabelos longos da surrimunda.

Mas não é só esta. Tenho que aguentar com mais 3 famílias terríveis. Enfim. 

 

Bom, hoje, o destino quis que houvesse uma casa aberta, que à partida sabíamos que não íamos fazer negócio, pois eu só queria falar com um agente imobiliário para que ele me mostrasse mais ofertas, dentro do que queremos. 

Quis o destino que depois da visita, fossemos a correr ao supermercado porque já estávamos rente às 13h e eu queria que almoçássemos peixe fresco.

 

Quis o destino que o j. encontrasse lá um amigo que é agente imobiliário e do qual já tínhamos falado em contactar. E que nos explicou um outro processo para arranjarmos casa.

Não será fácil porque o imobiliário está pela hora da morte em questão de preços mas quer o destino que este nosso desejo se realize, porque se não quisesse, hoje seria um dia diferente do que foi. 

Dos encontros com a zaragatoa...

20.11.20, a tótó

As últimas 3 semanas têm sido uma prova de superação aos nervos, à ansiedade e a manter a cabeça o mais fria possivel para conseguir que os dias sejam o mais normal possível.

Começou com uma semana em que, quer no trabalho como em casa, estava tudo danado para estar de mau humor. Ao início ainda quis dar a volta à coisa com as minhas piadas parvas e a minha maneira de ser mais divertida e quase infantil (ou mesmo infantil). Depois percebi que o melhor era deixar-me estar no meu canto sossegadinha e não aborrecer ainda mais as pessoas. Claro que com isto comecei a ficar rabugenta e de mau humor também. Mas depois,  as palavras do meu psicólogo começaram a fazer sentido. "Isto não é um problema meu. Não és a causa com certeza, portanto, dá espaço e não abandones a tua pessoa".

 

Na segunda semana, chegou o primeiro caso de covid na empresa. "Pronto, já sabia que mais cedo ou mais tarde, ele vinha cá bater."

O primeiro encontro com a zaragatoa foi a uma 6ª feira (quer dizer em maio perdi a virgindade com uma zaragatoa, mas foi por outras razões) e eu ia mesmo com toda a certeza que o resultado ia dar positivo. Não deu, felizmente. Dei-me ao luxo de comemorar todo o sábado pela boa notícia. No domingo a coisa começou a fraquejar. Sabemos bem que o período de incubação existe.

 

Na 2ª feira, chega o segundo caso positivo e "Pronto, é o periodo de incubação, ele ainda está adormecido."

Na 4ª feira, encontrei-me novamente com a zaragatoa, na cruz vermelha, através de um teste rápido. Novamente negativo! Felicidade muita! Dúvidas, imensas!

 

Como é possível eu partilhar o mesmo espaço com 2 pessoas, uma delas nunca usou máscara, a outra só quando nos aproximávamos ou quando lhe dava ataques de tosse (já era um sintoma) e ter-me escapado? Ainda não estou completamente livre mas pelo menos até agora, sem sintomas e com estes testes negativos posso dizer que muito provavelmente escapei. Eu e o meu chefe que também está negativo. 

O J. diz-me que parece que eu quero à força ter COVID. Pois, não é isso. É só muita estranheza e dúvidas sobre este assunto e sobre as circunstâncias de contágio. Por isso comecei então a formular teorias.

 

A primeira é que o grupo sanguíneo possa ter alguma influência, uma vez que ambos temos o mesmo tipo de sangue e cujas pesquisas revelaram investigações que concluem que há uma maior susceptibilidade de não haver contágio. Talvez o vírus tivesse uma carga viral reduzida, uma vez que elas têm poucos sintomas e estão a recuperar bem, e portanto o nosso sistema imunitário fez o seu papel e eliminou esse "cornetas".

A segunda é que o meu chefe apanhou uma gripe (ou covid?) pela altura do carnaval, passou para a família toda e eu andei também um bocado abananada depois, com uma tosse seca horrível e uma dor de cabeça que quase não conseguia abrir os olhos. Será que afinal já tive COVID e ainda estou imune? Não sei como se fazem os testes de imunidade, hei-de informar-me sobre isso, mas fica a curiosidade de tentar perceber se já tive contacto ou não com o sr.corona.

 

E Olhem, com isto tudo tenho andado tipo bipolar (com todo o respeito). Ora estou com energia, elimino momentaneamente o assunto da cabeça e sou positiva, ou começo cheia de tremeliques, com dores no peito, no corpo, a pensar que já fez check-in e não sei que tipo de hóspede é. 

 

Como diz o J., já tive grandes constipações, já tive gripe, uma delas estive um dia inteiro sem paladar e olfato e é super horrivel, mas de todas as vezes nunca me passou pela cabeça o pior, que pode sempre acontecer mesmo com uma "gripizinha". 

 

Portanto o melhor a fazer é saber o que o governo e SNS, propõem (mal ou bem, são eles que mandam nisto tudo), seguir as regras, comer saudávelmente, falem com os médicos se podem tomar suplementos para reforçar o sistema imunitário, por exemplo, e não vejam notícias. Não vale a pena porque esão feitas para instalar o medo para que cumpramos as regras e o sistema de saúde não vá abaixo, porque há mais doenças para além do covid e não sabemos quando vamos precisar. Não sejamos egoistas. Sejamos solidários e responsáveis. Para nós, para os nossos e para os outros que são gente como nós.

 

 

 

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