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Para Sempre TóTó

TóTó é o nome carinhoso que ele me dá. Ar calmo e sereno versus um turbilhão interior. Serei eu assim, Para Sempre.

Para Sempre TóTó

TóTó é o nome carinhoso que ele me dá. Ar calmo e sereno versus um turbilhão interior. Serei eu assim, Para Sempre.

Coisas que a depressão me fala ao ouvido.

21.10.19, a tótó

Das coisas que a depressão nos dá é que quando nos sentimos com mais energia, depois de uma crise, sentimo-nos revitalizados. Como se a vida não fosse acabar já e há mil coisas para fazer ainda.

Estive em baixo de forma. Não tenho tido crises de pânico, nem de ansiedade mas ela está cá e quando as coisas andam estranhas, quando há alguma coisa que me põe mais em baixo ou que me faz pensar mais do que era suposto, é como se se estivesse a abrir um buraco debaixo dos meus pés e lentamente escorrego até ao fundo.

 me enfiei nesse buraco tantas e tantas vezes e de todas essas vezes tive que escalar para chegar à superfície, deixando-me cansada, exausta e danada! 

 

Neste meu momento de pausa percebi que estava com um sentimento muito mau, a inveja. Sério. Eu invejava algumas pessoas à minha volta, principalmente pelo sucesso, ou melhor, pelo facto de lutarem à sua maneira pelas coisas. Eu olhava para mim e via um caco sem interesse, sem forma de voltar a ser uma peça inteira. Olhava para elas e sentia-me incomodada. Percebi então que estava mal, a minha falta de auto estima estava a levar-me por um caminho degradante.

Então certo dia resolvi focar-me nisto. A inveja e a auto estima estão ligadas, portanto, são diabinhos que me falavam ao ouvido. Aquela não podia ser eu. Eu sempre fui a pessoa que empurrava as pessoas com ideias para seguir em frente com os seus projetos e nunca senti maldade nisso. Sentia-me feliz por ajudar. Portanto não era eu. Era ela. A depressão, a ansiedade.

Decidi portanto listar algumas coisas que gostava de ter ou de fazer e pensar que isso era possível. Porque muitas são fáceis, basta dar um ligeiro passo nesse sentido, dizendo:

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Afinal, que mal pode haver em tornar possível algo que eu quero? 

Ser preguiçosa é bom ou mau?

19.10.19, a tótó

Um sábado de chuva pede mantas e sofá. É reconfortante ouvir a chuva a bater nas janelas e poder estar enroscada na manta. 

E isto seria uma cereja no topo do bolo se na minha cabeça não passassem alertas de que há coisas para fazer, que ando muito preguiçosa e tenho que ganhar motivação para mais do que simplesmente trabalhar 5 dias por semana, entre 8 a 9 horas e ter tarefas domésticas mais ou menos orientadas.

É frustrante não ter motivação. Ser preguiçosa nunca foi bem visto pela sociedade, principalmente hoje em dia em que o sucesso está na moda, fazer mil e coisas é in e ter uma agenda super preenchida é top.

Nada contra, mas sei o que é estar no limite, a rebentar pelas costuras e que esse modo de vida não dá para todos, por isso também penso que o que tenho vindo a sentir é uma fase da vida, uma preparação inconsciente do que aí vem e poder aproveitá-la agora pode ser uma imagem reconfortante um dia mais tarde.

Descansar

 Saber que pude descansar no tempo certo...