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Para Sempre TóTó

TóTó é o nome carinhoso que ele me dá. Ar calmo e sereno versus um turbilhão interior. Serei eu assim, Para Sempre.

Para Sempre TóTó

TóTó é o nome carinhoso que ele me dá. Ar calmo e sereno versus um turbilhão interior. Serei eu assim, Para Sempre.

Relógio biológico fez das suas.

27.08.19, a tótó

Eu sonho imenso, acordada e especialmente a dormir. 

Na noite de sábado para domingo, sonhei com maternidade. Sonhei que tinha acabado de ter gémeos mas um deles não estava bem. O outro bebé estava comigo, com diarreia e eu sentia-me perdida ao pô-lo confortável, devia estar deitada e em repouso mas não, eu andava de um lado para outro, inquieta pelo outro bebé. Estava sozinha, a desesperar por não saber o que fazer. Acordei com uma angústia terrivel.

O meu inconsciente traz-me a vontade de ser mãe e o medo, muito medo, de não saber o que fazer.

 

Mães desse lado, isto é normal? Isto passa ou nunca vai passar? 

Não é só a Amazónia, tem que ser o mundo inteiro!

26.08.19, a tótó

As queimadas sempre fizeram parte do processo agrícola, na amazónia e na minha aldeia. Há tanto tempo que oiço falar da amazónia, da extinção das espécies, da desflorestação...Mas vamos ser sinceros, vamos fazer o quê mesmo?

Nas redes sociais correm hastags e orações pela amazónia, mostram ser ativistas, a influenciar todos por um planeta melhor. E acho bem, quantos mais tiverem consciência e agirem, talvez não seja tarde demais. Mas se calhar quem põe hastags não recicla em casa, tomam duches de meia hora e as luzes de casa estão ligadas toda a noite sem necessidade. Deita-se comida fora porque já tem 2 dias dentro do frigorífico, compra-se roupa para o menino porque vai ficar um máximo, tal como aconteceu com os trezentos calções que tem em casa e compram-se tablets antes de saberem ler. E os meninos da idade deles, lá longe, trabalharam dias inteiros para lhe dar isso tudo. 

Nas redes sociais pela internet fora, vê-se à venda um sem número de produtos reutilizáveis e ecológicos, um belo negócio alternativo ao plástico. Mas sabemos de onde provêem esses produtos, que recursos são utilizados para os produzir?

Por exemplo, as fraldas ou os pensos higiénicos reutilizáveis. Poupamos no plástico e temos uma vantagem ambiental, produzindo menos lixo, mas também gastamos mais água e detergente, lixívias, na limpeza e desinfeção dos mesmos e mandamos tudo pelo cano abaixo. Não falo sequer do tempo e do stress que isso possa exigir para muitos, principalmente numa altura de privação de sono e mau feitio menstrual. Dantes, esses "panos" eram lavados no rio, nos lavadouros, eram bem esfregadas a sabão azul e branco e postos ao sol, a corar, pelas mulheres, que era isso que faziam, uma vida doméstica.

Hoje somos diferentes, moldaram-nos para um mundo diferente, um mundo fácil e rápido. 

Hoje, o facto de termos que andar com um saquinho para guardar os pensos e as fraldas reutilizáveis, é meio caminho andado para alguém um dia se lembrar de dizer que se trata de um problema de saúde pública. 

Enfim há sempre o reverso da medalha. 

E agora não se fala do papel? Portugal e as suas burocracias que exigem papéis e mais papéis, quando vivemos na era digital. Por exemplo, na faculdade, por que razão temos que entregar o mesmo trabalho em formato papel e em formato digital? Não bastava o digitial? Fiz algumas reclamações acerca disto.

 

Há um sem número de questões ambientais que já nas aulas de geografia do 7º ano (já lá vão uns 20 anos) eu ouvia. E eu preocupava-me mas não sabia bem o que fazer. Vivia no campo, não havia exageros em casa, ia de autocarro para a escola e andava a pé para ir para a catequese e para a missa, a uns 2 ou 3 km de casa. Andava de bicicleta, via TV e brincava no quintal. Escrevia muito e ouvia música. Mandava livros meus para os meninos de África. Achava que assim estava tudo bem.

Mas o mundo está cheio de questões por resolver. Animais em vias de extinção cuja função serve para manter o equilibrio do ecossistema. Os humanos precisam deles. Assim como os glaciares não deviam estar a derreter a olhos vistos. As espécies polares não sobrevivem. Os oceanos enchem-se de poluição e matam corais, algas e todas as espécies que também eles produzem o oxigénio que respiramos.

E enquanto não nos focarmos seriamente na proteção do planeta e quem tem conhecimento de causa for calado ou simplesmente não quer falar, a natureza continuará a funcionar o melhor que consegue.

Mas lembrem-se, se a cidade de S. Paulo não tivesse ficado às escuras às 3 da tarde, ainda hoje ninguém sabia que a amazónia estava a arder há duas semanas. 

 

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3 séries na NetFlix para ver + 3

23.08.19, a tótó

Não tenho sido espectadora assídua da amada Netflix mas desde Julho estas foram as séries que assisti:

 

01. La Casa de Papel - foi a loucura naquela 6ª feira. "A que horas estreia?, foi às 8h, meu deus, faltam mais de 8 horas para conseguir ver. E depois eram videos e comentários de quem estava a ver. Socorro!! Bom, foi a maratona de fim de semana. Ao ínicio estava a cheirar-me a mais do mesmo e a desiludir-me mas a reviravolta deu-se e fiquei presa. Não gostei do final, fiquei triste triste mas ainda está tudo em aberto. Claro que nos dias seguintes a minha cabeça enchia-se de teorias para a 4ª parte. Para mim, a Nairobi não morre mas fica em coma, como o Moscovo, mas não morre e o Berlim vai estar com ela, dando-lhe as ferramentas necessárias para quando acordar salavar o esquema, porque o professor, em estado depressivo por causa da Lisboa, não vai ter discernimento para conz«duzir as tropas. A Tatiana não é a inspectora como andam aí a dizer, mas sim, uma refém. Entrou infiltrada, tal como os outros dois que foram ajudar a entrar no cofre. Ela sabe o que fazer e vai por o professor ainda mais maluco, entrando em conflito e a fazer asneira atrás de asneira. Daí a Nairobi ser a salavadora do plano de assalto. Pelo meio, a inspectora, gravidissima como está, vai ter a criança e quem vai assumir o comando? Pois está claro, Lisboa! Tóquio bem disse que ela ia trai-los. Mas não se assustem, vai ser uma boa traição, porque Lisboa vai ajudar no plano. 

Qual é a vossa teoria?

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02. Stranger Things - foi uma boa surpresa. Eu lia só coisas boas sobre a série mas tive alguma relutância em ver. Parecia-me ser uma série de terror e não ia ser capaz de seguir. Enganei-me. Tem realmente cenas nojentas mas é muito boa, foi mais uma maratona Netflix cá em casa. E agora, aguardamos a próxima temporada. Porque não fica por aqui. Aquela abertura no portal...O Hopper desaparecido...Será que ele entrou no portal para se salvar?

 

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03. Supermães - pois, nada a ver com as últimas séries mas quando andamos a fazer tic tac, apetece ver este tipo de séries. Que mostram verdadeiramente a realidade e que por vezes é tão assustadora e implacável. Realidade essa que ainda não conheço mas vejo por outras mulheres que são umas supermães.Termina com uma traição de deixar de queixo caido mas se olharmos para os sinais está tudo lá. E como eles enganam...Uma realidade das diferenças entre homens e mulheres existentes na sociedade.

 

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Pelo meio, assisti a Suits, com a SôDôna Meghan Markle, mas começou a ser mais do mesmo e desisti e voltei-me para algo do género The Good Wife que é interessante mas não está a puxar muito por mim.

 Hoje será a estreia a nova temporada de 13 Reasons Why e será a minha nova maratona.

 

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