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Para Sempre TóTó

TóTó é o nome carinhoso que ele me dá. Ar calmo e sereno versus um turbilhão interior. Serei eu assim, Para Sempre.

Para Sempre TóTó

TóTó é o nome carinhoso que ele me dá. Ar calmo e sereno versus um turbilhão interior. Serei eu assim, Para Sempre.

Depois a louca sou eu

25.06.19, a tótó

Podia ser o título da minha semana anterior mas não é.

Descobri este livro no instagram da blogger Pipoca Mais Doce, também ela uma ansiolítica como eu. Ou em tempos foi na mesma porporção que eu.

Confesso que o livro era sobre como lidar com a ansiedade e crises de pânico.

É a p*ta da loucura! 

 

Vou confessar que consegui facilmente fazer download do livro fazendo uma simples pesquisa  google portanto não digam coisas...Quero com isto dizer que o pdf que tenho no telemóvel, está mesmo em português do Brasil, com palavras e expressões que uma pessoa não sabe muito bem o que significa mas passa à frente. Os das livrarias talvez estejam editados e mais aproximados do português portugal.

 

É um livro super fácil de ler e rápido (devo ter demorado cerca de 4 horas seguidas) e é o relato da autora Tati Bernardi dos mil e um ataques de pânico que teve desde bem pequenina. Ela não maça ninguém com mil conselhos para enfrentar a ansiedade e o pânico, aliás mostra, segundo a sua experiência, que terapias e medicação por vezes nos põe em estados menos próprios (bem, ela também exagerava um bocadinho nas doses). Mas o desespero é tanto que tudo se tenta. Apesar de não haver conselhos declarados, o testemunho de Tati é, para quem sofre do "mal", a pura da verdade e reconheci-me em vários pontos.

 

Ódio de grandes multidões.

Festas não é bem a minha cena. Inventar desculpas mentalmente é o meu forte. Mas depois vou...e não acontece nada...

Antes de sair de casa, pensar as tarefas que vão ser feitas até poder voltar outra vez.

Se me senti mal (vómitos e diarreia) depois de comer qualquer coisa, se vou voltar a comer isso, estou automaticamente a ficar mal disposta.

O fato de não ter o comprimido SOS comigo, é factor para haver uma alteração em mim, mesmo quando está tudo bem.

Tive uma fase em que não comia uma fatia de pão ou outro alimento se não o verificasse milimetricamente se tinha algo que não lhe pertencia (cabelo, bicho...a verdade é que de vez em quando encontrava algo) Não dormia se não espreitasse antes por baixo da cama e atrás da cabeceira para me certificar que não haviam bichos.

Às vezes sou um bocado louca também...

 

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O que dizer 10 anos depois?

24.06.19, a tótó

Toquei à campainha, uma moça conhecida de vista abre-me a porta.

"boa tarde, estou à procura de emprego, queria deixar o meu currículo".

"está bom, eu vou deixar com o meu chefe e ele há-de dizer alguma coisa."

"obrigada. Resto de bom dia"

 

Passado pouco tempo, nem uma hora talvez: "vi o seu currículo, gostava de falar consigo." "sim estou disponível, quando poderá ser?"

 

Entrei naquele gabinete em Janeiro de 2009. Verdinha Verdinha. Dei os primeiros passos, equilibrei-me sozinha mas de repente a crise pregou-me uma rasteira e caí. Tive que dizer adeus àquele sítio. Mas não às pessoas. Ganhei uma boa amiga e um afilhado lindo e uma outra amizade, sentido de chefia muito mais próximo daquilo que eu sinto que deve ser a liderança.

Hoje. 9h da manhã. Toquei à campainha. Abriram-me a porta e ouviram-se gritinhos de felicidade e senti um abraço forte e cheio de amor. Foi ela que me abriu a porta.

 

10 anos depois. É como se nunca tivesse saído de lá.

 

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Go(od) Girls - série Netflix

23.06.19, a tótó

Foi uma óptima surpresa quando cliquei ok no telecomando. Não estava nada à espera que a série fosse tão boa. É divertida e puxa para caraças! É daquelas que tens que te obrigar a voltar à vida real e tirares o rabo do sofá. Quando acontece algo que parece ter resolvido a situação, esquece, vai haver uma peripécia qualquer para envolver na bola de neve. 

Está na Netflix, felizmente não demorou muito a aparecer a 2a temporada (tive sorte). 

Está lá tudo. As típicas famílias americanas, donas de casa desesperadas que decidem assaltar um supermercado e a partir daí, ganhou-se o gosto e não só, e não se consegue parar. Família branca. Família negra. Mãe na adolescência, filha que quer ser rapaz. Filha doente. Marido que trai. Mulher que mantém a casa e os filhos imaculados e cozinha bem como tudo. Agente FBI gay. Mulher que se apaixona por um criminoso. Marido polícia corrupto para salvar a família. Mulher que mostra as garras. Mulheres violadas. Homens nojentos. Morte. Crime. Traição. Comédia. Drama. Estratégia.

No fim, resolve-se tudo...ou não...

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Mais uma série com GirlPower, ultimamente tem sido uma aposta dos realizadores e fazem muito bem porque nós sabemos bem que há muito bla bla das igualdades e paridades mas só serve para o papel. As mulheres ainda são mulheres. Mas sabem lá o que é isso de ser mulher! 

Go Girls! 

 

 

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