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Para Sempre TóTó

TóTó é o nome carinhoso que ele me dá. Ar calmo e sereno versus um turbilhão interior. Serei eu assim, Para Sempre.

Para Sempre TóTó

TóTó é o nome carinhoso que ele me dá. Ar calmo e sereno versus um turbilhão interior. Serei eu assim, Para Sempre.

André Rieu, que grande concerto!

30.03.19, a tótó

Ontem fui ver André Rieu e a sua orquestra Johann Strauss ao Altice Arena. Fui durante muitos anos músico, também eu tocava um instrumento musical e sentia-me tão bem. Mais uma vez deixei que os conflitos me afastassem do que gostava e me fazia bem e há cerca de 10 anos abandonei este prazer, fazer música.

 

Quem conhece André Rieu sabe que não é música clássica "normal", há muito humor, entretenimento, os músicos estão sempre com um sorriso, estão realmente felizes a fazer o que melhor sabem: música. E o André também.

 

Deu para rir muito. Deu para me arrepiar muito. As lágrimas vieram-me aos olhos. E no final um sentimento de tranquilidade e felicidade. Porque a música é terapêutica.

 

E não sabem como eu estava horas antes. Na noite anterior tive uma crise de ansiedade terrível e até a música entrar nas minhas veias e me aliviar, foi desesperante. Tive vontade de ir embora, de desistir mas sabia que não ia valer de nada, só ia piorar tudo porque ia perder algo que queria tanto ter a oportunidade de viver.

 

E vivi. E foi tão bom. Há novas datas em Novembro. Quem puder, vá. É espetacular.

 

Andre.bin

 

O essencial é termos uma mente saudável.

29.03.19, a tótó

Hoje é como se fosse sábado. Eu e o J. tirámos o dia de férias e mais logo vamos ver André Rieu ao Altice Arena. 

Acordei à hora do costume e depois do pequeno almoço liguei-me à Netflix. Escolhi o documentário Heal, sobre o poder da mente, dos métodos alternativos para combatermos medos, raiva, ódio, conflitos, crenças e doenças. 

 

HEAL.gif

 

Já estava na minha lista desde que me deparei com ele mas hoje foi o dia e porquê? Porque ontem à noite tive uma crise de ansiedade muito intensa. Tenho andado com mini crises, consigo controlar mas ontem aquela derrubou-me. Ainda não me sinto recuperada e já começo com receio de ir ao concerto mas não posso deixar-me levar por esta coisa.

 

Começo a acreditar cada vez mais no campo energético e de como a nossa mente nos influencia diariamente e que isso se reflete no nosso corpo, no funcionamento dos nossos órgãos. Afinal o nosso corpo é todo um processo quimico. Libertamos substâncias quimicas quando estamos felizes,  quando atingimos um orgasmo, quando sentimos medo, quando sentimos adrenalina, quando choramos...somos energia, boa ou má. 

 

Há uma parte do documentário em que falam da libertação do cortisol e adrenalina, dando como exemplo a época da idade da pedra, ou seja, o instinto do medo e da sobrevivência. O homem fugia da sua grande ameaça, os animais, o tigre e libertava essas substâncias, gastava a sua energia a lutar e a fugir dele.

Hoje em dia há muito mais do que isso que nos ameaça. Os patrões, as contas para pagar, os atentados, os assaltos, os acidentes, as catástrofes naturais cada vez mais avassaladoras. Vivemos em constante sobreaviso e isso provoca-nos stress. uma série de substancias são libertadas várias vezes por dia, até que o nosso organismo começa a dar alertas. "Ouve lá, vê lá se te cuidas porque eu não aguento andar sempre a fazer reparações. Estou saturado." E depois vem o mau funcionamento dos intestinos, do sistema excretor, do sistema imunitário e começamos a ter dificuldade de memória, de concentração, o sistema imunitário fica comprometido e as doenças aparecem.

 

E isto pode ser para muitos mais um bla bla bla mas a verdade é que onde vivo, onde a população está cada vez mais envelhecida, há cada vez mais pessoas a ir e as velhotas a ficar. E associo cada vez mais ao stress em que vivemos e que não existia há uns bons anos atrás.

 

E isto faz-me pensar e pensar.

 

Os últimos tempos têm sido "dolorosos", o trabalho tem sido desmotivador, muitas reclamações mas mais do que isso são as atitudes, sinto-me como um boneco, "faz isto, faz aquilo" e vivo em piloto automático, nem me dou ao trabalho de pensar porque sei que não vale a pena. E é desmotivador. Aliás, posso aqui confessar que quando o meu chefe entra no escritório, eu estremeço e começo com batimentos cardiacos mais acelerados. Esta semana mais um colega se despediu por causa de não aguentar tanta pressão e as atitudes e eu penso "Que raio é que ainda estou aqui a fazer? Será que sou mesmo isto e vou continuar o resto da vida submissa ou vou fazer pela minha vida?". E viver neste rango-mango diariamente, com os mesmos pensamentos, só pode dar nisto: sinais de alerta de que estou a usar muito mal a mente e logo, este corpinho sofre e treme por todo o lado e tem suores frios e parece que vai desmaiar.

 

Este documentário fez-me pensar realmente. Valerá a pena bebermos sumos detox, sermos vegetarianos, fazer yoga todos os dias ou qualquer outra actividade física, se a nossa mente continuar atribulada? E mais ainda, valerá a pena ficar doente por causa de um trabalho?

 

 

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