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Para Sempre TóTó

TóTó é o nome carinhoso que ele me dá. Ar calmo e sereno versus um turbilhão interior. Serei eu assim, Para Sempre.

Para Sempre TóTó

TóTó é o nome carinhoso que ele me dá. Ar calmo e sereno versus um turbilhão interior. Serei eu assim, Para Sempre.

Follow Friday

23.11.18, a tótó

Hoje dia de black friday, segue o follow friday. A Sofia é a eleita. Tem sido uma boa ajuda nesta minha fase mais "negra". E dá-nos sempre uma boa música, algumas nem sequer imaginava existirem.

 

Já agora, deixo uma música também.

 

 

BOM DIA 

 

Alerta Borba

22.11.18, a tótó

Numa questão de segundos, com um passo mal dado acabamos por partir um pé. Porque a calçada portuguesa escorrega para caraças, porque o pavimento são só altos e baixos, porque o nosso sistema de equilibrio nos falha.

Neste caso de Borba, uma movimentação de terras culminou num dominó de solo que ali estava há anos na eminência de ruir e do conhecimento de muitas presidências que, provavelmente, por saber os custos para a construção de uma estrada alternativa ( ou da sua inviabilidade) ou da contenção daquela mesma estrada seriam um golpe no orçamento. E todos sabemos que eles precisam é de umas festarolas e coisas para inaugurar. Não os condeno, nós gostamos mesmo de boa vida, quem não? 

Mas também sabemos que antes de comemorarmos algo há todo um trabalho e esforço por detrás. Neste caso até houve quem se desse ao trabalho de fazer inspeções e alertar para o risco e claro, estamos todos a pagar impostos para tudo e para nada e no fim continuamos a viver em terreno falso. 

 

Sim, terreno falso.

 

Façam o seguinte exercicio, revejam ao pormenor os locais por onde passam todos os dias, começando por vossa casa.

Antes de habitarmos na nossa casa, houve a construção da mesma. Para chegarmos ao emprego, seja por via pedonal ou rodoviária, ferroviária, houve a construção dessas infraestruturas. Para termos um tecto que nos mantém lá dentro 8 horas (ou mais ou menos) houve a construção do mesmo. Se almoçamos no shopping é porque houve a construção do mesmo. Se nos sentamos no banco do jardim a ler é porque houve a construção desse mesmo jardim. Olhem à vossa volta. Não vêem muita construção?

E a construção é uma coisa bonita, sou suspeita porque trabalho no meio dela, sei que muitos vão dizer que aquilo é horrivel, muito barulho, muito pó, muita sujidade "C'orror" e podia ter muitas melhorias é verdade, mas isso é outro caminho e outra história. Mas vejam, todos os espaços que frequentamos e que gostamos foram alvo de construção, sem ela isso não era possivel, certo?

 

Mas não basta a dita construção, não basta ficar tudo bonitinho, com uns cerâmicos todos janotas, loiças sanitárias de marca, mobiliário e decoração super in e dizer, "daqui a 10 anos mudo isto tudo outra vez". Pois. É isso que vende. O que nos agrada à vista. A construção em massa que está a acontecer actualmente não é de todo perfeita, como mostram na tv e nas revistas, há prazos para cumprir e há muito dinheiro envolvido e por muito organizados que sejam, algo vai correr mal mais tarde ou mais cedo. Muitas vezes nem sabemos nem queremos saber sequer o que está por detrás das paredes, acima do tecto e debaixo do chão. "Desde que funcione". E muitas vezes não sabemos cuidar dessas coisas. O ar condicionado, os esgotos, todos os equipamentos. Temos que saber fazer manutenção em nossas casas. E a manutenção não é sinónimo de pó e sujidade e fechar divisões de casa durante semanas. Antes pelo contrário, é algo simples e rotineiro. É tratar bem a nossa casa, os espaços que frequentamos. E o que é alheio aos nossos cuidados, não deve ser invisível aos nossos olhos, devemos reportar, é nosso dever como cidadãos e contribuintes.

 

E a situação de Borba era conhecida por alguns e desconhecidas por muitos mais, da mesma forma como os problemas na ponte 25 de abril, no metro de Lisboa e Porto, e em muitas barragens. Já imaginaram a ponte 25 de abril a cair? Uma das linhas do metro abater? Uma barragem "explodir"? É assustador não é? 

 

Infelizmente não temos mãos para esse tipo de infraestruturas  e estamos sempre condenados às decisões e esquecimento de quem as tem. Por isso deixo o meu mísero alerta a essa entidades: os custos de manutenção são muito inferiores aos de uma tragédia. Não têm vidas ceifadas, famílias destroçadas e indemnizações, custos de tribunal e reconstruções. Façam melhor as vossas contas. Obrigada.

 

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O rugir de um monstro

20.11.18, a tótó

Às vezes pergunto-me como é que as pessoas conseguem ser tão felizes logo pela manhã e esse sentimento durar todo o santo dia? Transbordam energia e boa disposição, mesmo que lá no fundo haja um monstrozinho a roer-lhe os sentimentos, com alguma preocupação, dúvidas ou algo que a magoou. Invejo-as. Saudávelmente. 

 

Mas também me pergunto, como é possivel as pessoas estarem sempre mal dispostas, estarem sempre aceleradas, emanarem irritação por todos os poros da pele e conseguirem intoxicar todos à sua volta? 

 

Todas as manhãs, (diga-se dos dias úteis), depois de me custar tanto a levantar, tento convencer-me (iludir) de que o dia não vai ser assim tão mau. E faço o trajecto a implantar pensamentos positivos, rindo com a rádio, cantando (às vezes). Uns metros antes de chegar ao destino sinto um ligeiro tormento, um flash passa diante de mim dizendo "Vai ser um dia como todos os outros, não te iludas..." E sinto um frio na barriga, uma repentina falta de ar.

E  mal retiro o meu pé de cinderela com ténis do carro e escolho o sitio onde não há poça de água ou lama,  e piso o chão, é como se esse acto soltasse o monstro da gruta e...

 

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