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Para Sempre TóTó

TóTó é o nome carinhoso que ele me dá. Ar calmo e sereno versus um turbilhão interior. Serei eu assim, Para Sempre.

Para Sempre TóTó

TóTó é o nome carinhoso que ele me dá. Ar calmo e sereno versus um turbilhão interior. Serei eu assim, Para Sempre.

Sail Safe.

13.07.18, a tótó

Hoje é a última 6ª feira de férias...wow parece uma tragédia na minha pequenez de vida mas tenho um misto de sensações que me deixam um bocado desconfortável, a minha cabeça parece uma manhã de nevoeiro, pouco clara.

 

Ontem tomei a decisão de não fazer o exame de amanhã, estive um dia inteiro de volta de uma alínea de um exercicio e soube, por experiência própria, que ia lá para desistir da prova. Tenho só uma hipótese e tem que ser certeira, portanto, agora tenho duas semanas para dar o melhor de mim...ou o suficiente para tirar 9.5 valores. De qualquer das formas essa minha decisão fez-me sentir culpa nos dias em que não fiz nada, em que estive estendida de papo para o ar e a dar braçadas nas águas gélidas do algarve e que não toquei uma única vez no estudo. Ok, se calhar até toquei, para tirar de dentro da mala a papelada toda e máquina de calcular...enfim...há que ter uma reação para cada decisão tomada e agora, depois, das férias e de algum relaxamento, não poderá existir procrastinação na minha vida.

 

E há apenas um fim de semana a separar o meu regresso ao trabalho. Já é do conhecimento de alguns que tenho uma relação amor-ódio com o meu trabalho. Por um lado quero investir mais em mim na área, e por isso meto a minha cabeça a trabalhar para conseguir ser cada vez mais organizada e profissional, mas por outro, odeio cada dia que permaneço lá. Nunca tinha assistido a tanta hipocrisia, a tanto interesse, a tanta inveja, ciúme. A partir do momento que começo a ganhar caminho e a fazer as coisas bem, alguém faz-me uma rasteira e caio redonda e choro choro, como se isso me valesse de alguma coisa. Já aconteceu imensas vezes e o meu problema é que estou tão preocupada em dedicar-me ao trabalho e a acreditar nas pessoas que não vejo nem oiço em meu redor. E depois caio, redondinha. 

 

Já me aconteceram algumas situações e uma delas foi conseguirem afastar-me de determinados trabalhos, lentamente, ao de leve, de forma a eu não perceber. Adivinhem, não sou assim tão tótó. Eu percebi. Tal como percebo que me querem fora do seu raio de ação definitivamente, como se na empresa só pudesse haver uma única pessoa competente. E digo-vos que já estiveram mais longe, mas agora não é porque querem, é porque eu sinto que não pertenço ao caminho que a empresa está a levar e quero outros voos.

 

Quais? Ainda não sei bem!

 

Infelizmente, ou felizmente, não sei, porque na realidade nunca sabemos o que nos trazem as portas que se fecham para nós, o que perdemos ou o que ganhámos com isso, tive uma resposta negativa à entrevista de emprego. Não senti tristeza. Já tinha pensado que talvez não fosse bem aquilo que queria fazer durante mais uns anos. Não fui traída pelas minhas depressões e ansiedades e continuei feliz da vida com as minhas férias.

 

O que aprendi? Tenho realmente que parar, sentar-me, respirar e traçar um objectivo. Basta começar só com um pequenino, acho que depois é mais fácil chegar mais longe e traçar um maior. Aí sim, posso fazer uma seleção mais restrita e continuar a procura de uma nova viagem. 

 

Tenho realmente que parar mais vezes, respirar, concentrar-me e delinear caminhos importantes para mim e não ter a cabeça cheia de mimimis, e ses, e indecisões que me fazem ter noites mal dormidas e dores de cabeça desnecessárias.

 

Apesar destas férias não terem sido totalmente relaxantes, porque a minha mente e o meu corpo estão sempre em desenvoltura total e posso dizer que só senti mesmo descontração durante dois dias, percebi que continuo a ser levada pelo barco e não é isso que quero, quero realmente saber controlar o barco e ir mar adentro. Enfrentar as ondas maiores, as mais pequenas e as tempestades, contornando tudo, mesmo com lágrimas e sofrimento mas que depois de tanta reviravolta possa velejar em águas transparentes e quentinhas.

 

sail safe.jpg

 

Estou realmente a precisar de acreditar em mim. Em acreditar nas minhas capacidades. Em ser um bocadinho mais sem cair no exagero da exigência.

 

Pois, por vezes, menos é mais!

 

 

Estou no Algarve mas a minha mente é mais ondas da praia do norte da Nazaré.

06.07.18, a tótó

O sol está a subir no céu limpo e uma cor alaranjada inunde o quarto. De um lado vejo o nascer do sol, do outro vejo o mar calmo, quase sem ondas num tom azul escuro. Os tons de parede deste quarto fazem mais sentido agora.

Acordei faz um pouco mais de uma hora. Tudo tão calmo. A avenida sem movimento de um lado. Do outro uma movimentação feliz nos céus entre andorinhas e gaivotas e um ressonar vindo de outro quarto.

Agora a cidade está a começar a transformar-se, já se ouvem as máquinas a limpar a avenida, os carros em movimento, os aviões a dar inicio às suas viagens e o elevador do prédio a entrar ao serviço.

 

Uma semana de férias está a chegar ao fim, passa tão rápido,  e a minha cabeça está tão em movimento...não tenho conseguido descontrair. Aquela coisa de olhar para o mar, nada! nadar naquela água polar que me deixa completamente dormente, e que nada faz a esta mente turbulenta, que não descansa, nada! já tive uma crise de ansiedade...ao que parece o meu corpo e a minha mente não gostam de descontração, querem é movimento!

 

 

qual esparrapachar numa toalha na praia, qual mergulhar em águas gélidas do Algarve, qual tempo de espera para servir um prato de peixe, qual tempo para dormir sestas ou dormir até mais tarde. 

 

Qual  quê, esta cabecinha antes das 6h estava acordada para a vida! , a pensar nas notas, no exame que falta fazer, que ainda não pegou no estudo, nas notas finais que vão demorando a sair, no trabalho que não tarda está de volta, na entrevista de emprego que não tive resposta, no rumo que eu devia ter ou não , nos anúncios que devia responder ou não e naquelas unhas super bicudas que me revoltaram o estômago vazio na fila da máquina do café, ao pequeno almoço e que provavelmente vou voltar a ver daqui a pouco. 

 

Desejei tanto estas férias mas nunca me passou pela cabeça que relaxar depois de um ano tão difícil e tão enérgico fosse algo tão complicado. Pensei que estar longe e desligada do trabalho fosse algo reparador mas desligada é coisa que não estou. 

 

Agora tenho outra semana para conseguir alinhar e organizar os meus pensamentos. Não sei se vou conseguir. Vamos ver se com mais água gelada e sol e vento nas trombas consigo finalmente usar o bom nome dado: Férias! 

Lavamos tudo, e o nosso cérebro, também o conseguimos lavar?

01.07.18, a tótó

Para quem tem dias desenfreados e ocupadissímos como eu, o momento em que entramos de férias é um momento muito desejado, de euforia, é um respirar fundo e de alívio, uma sensação orgásmica. Mas se o corpo pode parar e descansar, a mente é quem nos atraiçoa.

Estar parada é optimo, dormir é super óptimo mas o meu cérebro é hiperativo e o seu passatempo preferido é chapinhar em poças de lama. Se não forem naturais, não tem problema, ele próprio as cria.

A primeira coisa que sonhei foi com a patroa a enviar sms a dizer que tinha encomendado umas coisas e que tinha que ir buscar nas minhas férias.

Trabalho. Estudo. Exames.

Até sonhei com uma discussão com o J. e ruptura da relação. Mas depois reatámos. 

 

Só passou um dia mas hoje sinto-me especialmente cansada, com picos de ansiedade, como se o meu corpo estivesse em estado de negação e a enviar sms ao meu cérebro a perguntar "Mas por que raio é que estás a parar-me? Enlouqueceste?Não tens nada para fazer?"

 

Sim, tenho coisas para fazer e coisas para pensar. Um corpo para preparar para a praia. Malas para preparar. Roupas para preparar. Uma apresentação de um trabalho para melhorar para 3ª feira. Estudo para preparar. E um emprego para esquecer durante as próximas duas semanas.

 

Parece que uma pessoa desenfreada e ocupada durante todo o ano, continua a ser uma pessoa desenfreada e ocupada durante as férias por isso há que aprender técnicas para relaxar e para aproveitar ao máximo o tempo. Por isso vou começar por tentar:

 

 deixar o telemovel e computador o mais longe possivel;

 

aproveitar a piscina e o mar para fazer exercicio; continuar o exercicio com caminhadas e pesquisar aulas yoga para começar;

 

pegar nos livros pendentes e ler, ler muito;

 

fazer pratos e sobremesas novos. experimentar;

 

ouvir música e abanar muito o esqueleto;

 

melhorar o tema organização;

 

tentar ter sonos reparadores, sem sonhos, sem cansaço ao acordar.

 

 

Basicamente, preciso de um

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Mais dicas, aceitam-se! 

 

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