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TóTó é o nome carinhoso que ele me dá. Ar calmo e sereno versus um turbilhão interior. Serei eu assim, Para Sempre.

TóTó é o nome carinhoso que ele me dá. Ar calmo e sereno versus um turbilhão interior. Serei eu assim, Para Sempre.

Amor e Torradas.

Hoje acordei a gritar. Disse "Já estou farta de o ouvir". O J. não ouviu. Já me tinha acontecido há uns bons anos atrás, mas foi só um grito. A minha mãe nem fez caso uma vez que o meu pai tem o costume de gritar, falar alto, cantar o fado, etc, enquanto dorme. No sonho sentia-me a explodir. Era o cliente chato. "Está mal ali! Já viu ali? Temos que ir ver ali, aquilo não ficou bem! Vamos lá ver!"

 

"JÁ ESTOU FARTA DE O OUVIR"

 

  

A nossa mente vive constantemente a relembrar-nos dos episódios que nos apoquentam, que nos destroem por dentro, que fazem mossa, porque não sabemos de alguma forma lidar com as situações, com os conflitos e ficamos tipo balão à espera de um alfinete e um dia bum!!

 

Da outra vez quando gritei, também estava numa fase terrível, com um conflito familiar que me destruía por dentro, estava numa situação onde tinha que escolher o amor ou a família. Estava a ser muito difícil para mim. E depois desse grito as coisas tornaram-se mais leves. Não esqueci, mas aos poucos fui perdoando, fui-me afastando e escolhi o amor. E mesmo assim, não perdi a familia.

 

Continuando a descrição do meu despertar deste domingo... Levantei, estiquei-me e ia comecar a minha manhã zen quando o J. chegou à cozinha, despenteado, ensonado, com o roupão na mão e diz-me:

 

 "Acordaste-me a raspar a manteiga nas torradas"

 

 

sundaymorning.jpg

 Foi tão bom ter escolhido o amor!

 

 

 

 

 

 

O Meu Irmão.

Levei quase um ano a terminar este livro. Comprei-o para ler nas férias. Eu e o meu irmão separamo-nos, de certa forma, muito cedo e, apesar de tudo, sinto uma grande felicidade quando estou com ele ou quando partilho algo com ele. Mas somos muito distantes e vivemos muito distantes um do outro. A razão de ter pegado no livro foi o titulo, quando li o resumo achei que devia ser um bom livro. Trissonomia 21, autor novinho a ganhar prémios de literatura.

 

Porque demorei tanto a ler o livro? Preguiça! porque o livro é bom, fala de um amor muito grande de irmãos, mesmo quando a distância os separou e as circustâncias os voltou a juntar.

 

Eu não percebo nada de análise e comentários sobre livros, há colegas bloggers feitas para essa temática, e muito boas por sinal! Mas vou continuar a partilhar as minhas leituras e estão à vontade para comentar e partilhar as vossas opiniões, talvez aprenda a analisar literatura.

 

 

o_meu_irmao.jpg

 

E como gostei muito do desafio da  #Club6am, passei a ler um bocadinho todas as manhãs enquanto tomo o pequeno almoço. E consegui terminá-lo na 3ª feira passada.

 

Agora ando à procura do "Manhãs Milagrosas"  e enquanto isso estou a ler:

 

durona.jpg

 

Boas Leituras! 

Follow Friday

Comecei a ler a Claúdia quando ela ainda era mau feitio, eu ainda não tinha blog e estava longe disso. Depois deixei de ler blogs e perdi-lhe o rasto. 

 

Quando criei o meu blog procurei-a, agora com outro nome e uma nova onda. Gosto de ler os textos dela, muitas vezes revejo-me nas situações do quotidiano, na forma de pensar e na forma como queremos que seja a nossa vida.

 

Para quem não conhece, Espreitem. 

Este texto é capaz de ser deprimente porque vou juntar TPM e trabalho! Se calhar é melhor não lerem.

A minha TPM é reconhecida pelas seguintes sintomas: dores de cabeça, auto estima em niveis bastante baixos, por vezes com choro à mistura, vontade tremenda de comer chocolates e sono.

 

E o que aconteceu hoje no dia do pico dessa bendita moça? Reunião de trabalho, às 8 horas da manhã.

 

Eu começo a trabalhar às 9 horas mas o assunto era tão tão urgente (não, não era, capricho do boss) que teve que começar a horas indecentes. 

 

Basicamente foi mais do mesmo, continuo a não ser o que eles querem "mas um dia vais ser uma grande profissional" Blá blá! Basicamente, conclusão minha, querem que eu tenha a mesma dinâmica e agressividade que o colega. Mas eu não sou ele e sou mulher. Começo a achar que isto não tem nada a ver com o bom ou mau trabalho, tem porque sou mulher num mundo de homens, e como, inevitavelmente, as coisas funcionam de outra forma porque o nosso cérebro funciona de maneira diferente. Ainda não perceberam isso ou sou eu que estou armada em pastilhas para a tosse?

 

Em dias de TPM esta decadência matinal faz-me muito mal, fico dividida em saber se eles realmente tem razão e eu ando aqui a pastar a vaca (o que sinceramente não me aperece, tenho dado muito, parece é que dou mal) ou se são uma cambada de novos-ricos que não sabem uma parte importante da gestão, que passa pelos recursos humanos, essa máquina que faz mexer a estrutura da empresa.

 

Olha, não sei, o que queria mesmo agora era qualquer coisa com chocolate!

 

 

chocolate.jpg

 

1986 - Um ano de excelência!

Não tivesse eu nascido no segundo semestre desse ano. 

 

Nuno Markl criou a série "1986". Gosto dele, daquele seu humor distraído mas muito divertido, (parece uma pessoa que eu cá sei). Tenho seguido o seu instagram, com as inúeras novidades que foi colocando ao longo dos meses. E este deve estar cheio de ansiedades e comichões porque a sua série, o seu novo bébé vai estrear hoje na RTP1, pelas 22 horas.

 

 

Fevereiro de 1986 em Portugal.

A segunda volta das eleições presidenciais decide-se na mais intensa e renhida das lutas do pós-25 de Abril: de um lado, Mário Soares; do outro, Freitas do Amaral. Ambos os candidatos investem tudo numa das mais delirantes e mediáticas campanhas eleitorais da História.

Há hinos pop/rock. Há chapéus de palha para os adeptos do P’rá Frente Portugal de Freitas e autocolantes com sóis sorridentes para os crentes no lema “Soares é Fixe”.

A esquerda decide unir-se para assegurar a derrota do candidato da direita, o que obriga os comunistas portugueses a engolir o histórico sapo de votar Soares.

A hora da verdade chegará a 16 de Fevereiro.

No meio deste turbilhão, acompanhamos a mais inesperada história de Romeu e Julieta: Tiago é um jovem solitário de 15 anos, viciado nos filmes que aluga incessantemente no videoclube do bairro. O pai, Eduardo, viúvo, é um crítico de cinema de mau feitio, militante comunista, prestes a cometer o crime do século – vai ter de votar em Mário Soares. O afeto que tem pelo filho manifesta-o com os filmes – o seu projeto é tentar ensinar-lhe tudo sobre a vida através do cinema. E também dos ensinamentos de Marx, que Eduardo não consegue evitar despejar sobre todos os amigos que Tiago leva a casa, mesmo que prometa sempre ao filho que não irá tocar nesse assunto para não maçar ninguém.

Tiago apaixona-se por Marta, colega de escola que ele começa por admirar ao longe, no recreio da Escola Secundária, e com quem ele só consegue comunicar dentro do videoclube – ela trabalha ao balcão, o que faz daquele espaço, o videoclube Hollywood, um paraíso romântico platónico. Problema: Marta é filha de fervorosos militantes do CDS e apoiantes de Freitas do Amaral. Conseguirá o amor vencer barreiras entre tribos sociais e orientações políticas? O caminho está repleto de obstáculos – incluindo a mais caótica festa de campanha eleitoral da História.

 

1986.png

 

Não me passaria pela cabeça juntar estes dois como sobremesa! Mas há quem os junte!

Ontem andei por Lisboa, almocei no sitio do costume, num café/pastelaria que serve refeições. Na mesa à minha frente estava o casal de velhotes do costume. Olhei e vi que a senhora estava a comer um gelado, um magnum de amêndoa e pensei duas coisas "Normalmente os velhotes queixam-se que os gelados são muito frios e no Inverno até parece pecado, acho engraçado ela estar a comer um com este tempo" e "Será que o gelado é do ano passado? È provável que sim mas deve estar dentro de validade...ou não..."

 

Até aqui tudo bem, não há nada de estranho.

 

O que eu vi depois, quando, sem qualquer razão intencional, simplesmente a senhora estava à minha frente, olhei para ela foi o seguinte cenário:

 

Gelado na mão direita da senhora

 

Magnum.png

 

E um pedaço de pão na mão esquerda da senhora

pao.jpeg

 

Sim, eu parei o olhar naquelas duas mãos, eu duvidei, eu pensei "Ela agarrou no pão a pensar que era o guardanapo, ela não pode estar a comer os dois ao mesmo tempo". Não consegui ficar indiferente. Parei de almocar e continuei a olhar fixamente para ela, na esperança de estar a ver mal, a pensar mal.

 

Não queria acreditar. Uma trinca no gelado. A mão esquerda leva o pedaço de pão à boca.

 

Não. Não é possivel! Eu já vi pão com banana (só de imaginar mete horrores), pão com uva (não é mau) mas Pão com Gelado

 

Alguém já experimentou? Gostam? Que sensação é juntar esses dois alimentos? Será tipo quando o pão ainda está congelado no interior e temos aquela sensação de frio e que eu não gosto nada? Será que há alguma razão cientifica/quimica para se comer tais coisas em conjunto?

 

Uma coisa é certa, Não me apetece nada experimentar. 

 

BOM DIA!

#Club6am - Ver o domingo como o primeiro dia da semana e não o último.

Eu sou uma pessoa muito preguiçosa no que toca a levantar da cama, mas ultimamente tenho acordado pouco depois das 7 horas e parece que estou pronta para me levantar, mas claro, a preguiça diz-me que a caminha é melhor do que andar em casa a vaguear. Então, volto a adormecer e às 8 horas acordo estremunhada com o despertador, depois de ter sonhado com qualquer coisa que me transtorna, que me deixa com um peso terrivel e ando tipo sonâmbula pela casa. Quando chego ao trabalho oiço muitas vezes "Eee, que cara! Ainda vens a dormir!" Beca-beca. O meu cérebro funciona logo assim que ligo o computador ou pego nas minhas coisas para me pôr a caminho mas a verdade é que devo ter mau aspecto e sinto mesmo que os meus olhos, aos olhos dos outros, devem transparecer uma noite de borga ou pior do que isso.

 

Eu sabia que tinha que mudar essa situação, fica-me realmente mal ter esse aspecto logo de manhã. Uma pessoa já não é levada a sério quanto mais ter um ar trongo logo pela manhã. Então, por coincidência ou não, ontem deparei-me com o desafio Cláudia da mulher que ama livros. Achei muito curioso, tinha tudo a ver com aquilo que eu pretendia e pensava em fazer para alterar os meus hábitos. O desafio começa a sério no dia 19 de março mas decidi experimentar hoje. Claro que não me levantei às 6 horas e também acho que não vou cumprir esse horário, vou optar por começar às 7 horas. Bom, não foi às 6 horas nem nada que se pareça mas comecei por vestir roupa desportiva, meter roupa na máquina, fazer a saudação ao sol, alongar, tomar o pequeno almoço, longe do telemóvel, acompanhado com o livro que ando há meses para terminar. Aproveitei a ida ao lixo e fiz uma caminhada de 15 minutos aqui no quarteirão a ouvir música. Visitei a quinta abandonada e pus-me a mexer antes que viesse outra chuvada valente. Foi por pouco.

 

O meu dia correu muito melhor, andei bem disposta, fiz uma série de tarefas domésticas e necessárias para a organização da semana, afastada dos pensamentos negativos do novo início da semana e do stress de preparar tudo.

 

Ainda não adquiri o Livro Manhãs Milagrosas, de Hal Elrod, mas já fiz pesquisa e achei muito interessante. Ontem procurei no hipermercado mas não tinha, esta semana espero encontrá-lo em algum lugar.

 

Resumindo, estamos a chegar ao final do dia, um domingo, que na semana passada era o último dia da semana e que para mim, hoje, significa o primeiro dia da semana, onde faço as coisas que gosto, com tempo e dedicação, sem pessimismos e neuras.

 

Uma alteração de hábitos que espero levar avante.

 

 

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